441 - O Papa Capim

O Papa Capim voava pelo jardim. Bela a rainha do chefe da Tribo de Olivença tomava banho, na cachoeira, bela trigueira.
Morena... Honrava o seu pastor. O maior repleto doutor.
Assim ela o chamava, pois ela o tanto amava.
O canário cantava, pra anunciar a chegada do Rei da floresta.
Ele o Rei Leão Baio. A selva não seria selva se o homem o caçasse.
O Beija flor estava beijando a flor. A flor se abria e a abelha fabricava o mais doce mel e o Rei trovejava no mar pra anunciar a sua imensidão. A tribo de Olivença louvava a natureza e se ouvia o som dos Anjos no céu tocando as trombetas.
O castelo de ouro e as nuvens do céu.
Tudo reluzindo um paraíso visto pelo mais alto dos Pirenéus.
As aves voavam naquela nova tempestade. A tempestade já tinha passado e o Deus de Abraão já tinha nos salvado.
Eternos os índios da Tribo de Olivença faziam fumaça pra elevar a mais pura consciência.
Foi no Sul da Bahia que começou o império do Brasil. Vamos ao rio que encontra o mar louvar o poderoso Jah?
Falava o chefe da Tribo de Olivença, que tinha lembrado as antigas dores que sofrera e hoje era passado, pois o homem branco vivia em harmonia com a natureza. A ganancia do capitalismo era coisa do passado.
Porto seguro. Dizia na carta. Aqui é uma terra santa, abençoada.
Aqui o sol nasce e ilumina os passos dos povos Indígenas.
Só mesmo um grande Deus para ter estabelecida. Os Índios da Tribo de Olivença louvavam o pai de toda a fortaleza.

Texto: Matheus SAÓH