No alto do Pinheiro as aves voavam e observavam o
paraíso. A Gralha azul estava cantando alegre, enquanto os índios da Tribo de
Olivença faziam fumaça pra alegrar o ritual de admiração da “Lua Cheia”.
O gigante da natureza era o Rei Leão Baio que examinava
com cuidado o seu território de mais de 100 quilômetros quadrados.
Os riachos de Olivença estavam com a sua água clara, indo
de encontro aos mares da grandeza. A justiça do todo poderoso assim como as
ondas do mar, faziam os Índios da Tribo de Olivença se encantar e louvar o Rei
do Monte Sião.
Encantado pelos lindos pés de cacau, o chefe da tribo de
Olivença estava comendo do fruto, no jardim que não tinha fim.
No horizonte brilhava a estrela da manhã. O sol estava
brilhando para todos e a água fazia crescer novas flores.
As flores que se abriam com o raio do sol, fazia com que
novas gerações viessem à vida, com uma bela gota de orvalho, era uma festa a
chegada de uma nova criança, essa que viria a ser amiga da fauna e da flora, já
que nesse novo mundo não existia discórdia.
As Gralhas Azuis em pleno voo estavam radiantes perante
tanta velocidade proporcionadas por suas belas asas. As asas do exército do
criador estavam dando proteção naquele jardim eterno.
As profundezas do oceano livravam das mãos dos maus o
passado de maldade, revestido por um sistema covarde.
Naquela terra não existia nenhum sangue derramado no
chão, não existia a ruína de um antigo império de maldição.
O Reino das Gralhas azuis estava estabelecido sobre o
Pinheiro no chão, não havia naquela vila de Olivença nenhuma praga na
vegetação.
Texto:
Matheus SAÓH