145 - Crise de Decência

O frio esquenta a alma
A crise se espalha
O chão se abre no mar
Os Passarinhos não tem asas pra voar...

O sol deixando de nascer
A luz acessa por ter medo de morrer
A crise suicida por falta do prazer

A lua se esconde atrás das nuvens
O ritmo do som vira absurdos
A crise vira uma melancolia...

Entrando no corpo do regressado
A chuva que molha todo o seu passado
A trilha que segue o compasso
De saber que a vida teve um ditado...

Um labirinto junto as areias do mar
A distimia de querer se livrar
E do céu enfim poder alcançar

É a decência que cobre todos os males
É a indecência de querer ser renovado
E de nunca mais voltar a ser errado...!

Composição: Thetheu SaóH